recepção escolar

Recepção escolar: a porta de entrada da sua instituição

É fato que a recepção é o primeiro ponto de contato entre os alunos, pais e a instituição. Ou seja, é a partir desta comunicação que o seu cliente tem suas primeiras impressões sobre a sua instituição. Por isso, a recepção tem um papel de grande importância para garantir que a sua imagem seja transmitida de forma positiva.

Uma boa estrutura de recepção escolar é fundamental para a captação de novos alunos. Além, de ajudar a manter os que já fazem parte da sua instituição. É por esse espaço que, normalmente, as pessoas entram na sua escola. Por isso, é fundamental garantir que a experiência seja positiva e garanta a conquista de quem chega pela primeira vez. Com isso, o espaço precisa refletir a qualidade do ensino e do atendimento que sua instituição educacional oferece.

A importância da recepção escolar.

Muitas instituições focam em reformar ou construir espaços como salas de aula, áreas externas e pátios. E esquecem da recepção. Óbvio que essas áreas citadas possuem muita importância. Mas, quando se trata de uma escola, por exemplo, tudo precisa estar em harmonia. Desde a recepção, até o refeitório. Ou seja, é o mesmo ditado de que o conteúdo do livro é importante, mas a capa que chama a atenção. As pessoas precisam se sentir confortáveis, acolhidas e bem recebidas, quando entram na sua instituição.

O primeiro contato com seu possível cliente vai dizer muito sobre como será essa relação. Pode ter certeza que, “a primeira impressão é a que fica”. Por isso, a recepção escolar bem estruturada é importante. Pois, uma boa imagem inicial passa credibilidade e gera confiança. Além disso, a recepção escolar serve para dar apoio diário a quem visita a escola. Não é apenas para o primeiro contato. Mas também, para ajudar na organização e na facilidade de obter informações.

Recepção da Maple Bear – Projeto realizado pelo Ateliê Urbano.

Recepção escolar e sua estrutura.

Bom, a recepção é um local onde as pessoas buscam por informações, aguardam seus filhos ou serve de passagem para o interior da escola. O CPV  na imagem abaixo, é um exemplo de recepção por onde os alunos passam todos os dias.

Visto isso, é necessário que a arquitetura do local atenda a essas necessidades. Precisa ser um local com uma boa iluminação, cores claras no piso e nas paredes – pois deixa o local parecendo maior -, balcões para atendimento e poltronas confortáveis.

Algumas recepções, também abrigam salas coorporativas, como secretaria e coordenação. Nesse caso, é interessante que o interior delas siga o mesmo padrão de cores e mobiliários da recepção. O que também foi o caso do CPV. Pois, toda essa área precisa estar em harmonia, deixando as pessoas confortáveis e deixando a identidade da instituição gravada na cabeça dela desde o primeiro contato até o último.

Um bônus legal de ter na recepção, é a exposição do trabalho dos alunos de vez em quando (como dá pra ver na imagem abaixo). Dessa forma, quem entrar pela primeira vez, já vai sentir um pouco da metodologia da instituição e verá como os alunos são valorizados por ela. Além dos próprios alunos que vão passar por ali todos os dias e vão poder sentir esse prestígio.

Recepção CPV – Projeto realizado pelo Ateliê Urbano.

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CETRUS-13

As vantagens da escola profissionalizante.

Neste post, vamos falar um pouco sobre a escola profissionalizante e dar algumas dicas para você que está pensando em investir nessa área. A gente fala bastante aqui sobre escolas de ensino básico, mas o Ateliê Urbano é um escritório de arquitetura focado em instituições educacionais. Ou seja, trazemos soluções para qualquer estabelecimento educacional. E, por isso, decidimos falar um pouco desse universo da escola profissionalizante.

Então, o que é uma escola profissionalizante? Nada mais é do que um espaço de ensino que oferece cursos específicos focados no mercado de trabalho. Neles, as pessoas se qualificam ou especializam em uma determinada área de atuação profissional. Ele é curto e voltado para quem quer se atualizar em um assunto específico, mas de forma rápida. O legal é que ele serve tanto para quem já está no mercado como pra quem quer iniciar a sua carreira.

 

 

 

CETRUS – Centro de capacitação. Projeto realizado pelo Ateliê Urbano. 

Quais são as vantagens?

Rapidez.

Esse tipo de ensino é ótimo para quem quer entrar no mercado de trabalho rapidamente, ainda mais no caso do Brasil, que possuí uma grande taxa de desemprego. Ter o diploma de um curso profissionalizante coloca as pessoas na frente e dão mais oportunidade para entrar no mercado de trabalho. E, por ser um curso rápido e específico, faz com que a procura por ele aumente. Além disso, muitos pesquisadores acreditam que no período pós pandemia, a procura por essas instituições tende a crescer.

Baixo custo.

A escola profissionalizante, oferece cursos muito mais baratos do que uma graduação ou ensino técnico, tornando-se assim, uma opção muito mais acessível para os brasileiros. O valor investido sempre é algo que se leva em consideração quando se procura uma recolocação ou inserção rápida no mercado. Portanto, podemos dizer que esse tipo de ensino é muito mais democrático. Além disso, é uma excelente opção para as pessoas com poucos recursos financeiros e que não podem comprometer uma parte da renda familiar.

Foco no mercado de trabalho.

No ensino profissionalizante, o estudante é preparado para que saiba como lidar com os acontecimentos do dia a dia da profissão; sempre de maneira profissional e segura. A formação prática garante ao estudante as habilidades necessárias para que ele faça a diferença, tendo a chance de construir uma carreira de sucesso.

Como estruturar a escola profissionalizante?

Por ser uma instituição de ensino com foco específico, a sua estrutura também precisa seguir essa lógica. Existem itens que são essenciais para colocar nos espaços, como computadores, equipamentos e mobiliário adequado para cada curso. Além disso, necessita-se de salas de aula, uma boa recepção e ambientação, pois os alunos precisam sentir vontade de estudar e permanecer ali.

escola profissionalizante
Equipamentos e espaço de estudos.

Por se tratar de um ensino no qual as pessoas pensam 2 vezes antes de adquirir, o local precisa passar uma boa impressão. Então, as cores e os móveis precisam seguir um padrão. O padrão da marca. Quem entra pela primeira vez, precisa se sentir acolhido e ter a certeza que aquilo irá mudar a sua vida para melhor. Outro ponto importante, é ter um espaço para alimentação no local. Pois, muitos alunos vem direto do trabalho e precisam de um local para se alimentar.

Espaço para alimentação.

Se você gostou desse post, dá uma olhadinha nos nossos outros posts do blog! Abordamos vários temas informativos do universo educacional.

laboratorio escolar

Como montar um laboratório escolar?

Não é de hoje que se discute a necessidade de se aprender na prática. Uma maneira de aplicar isso é através do laboratório escolar. Porém, ele não costuma ser uma prioridade da escola. Mas, despertar o interesse e a curiosidade nos estudantes, é muito importante na qualidade de ensino.

Neste post você vai entender o que é e como funciona um laboratório escolar, essa ferramenta que aproxima conteúdo e prática, tanto no Ensino Fundamental quanto no Médio. Vamos mostrar a sua importância na fixação da teoria multidisciplinar, no desenvolvimento de senso crítico e na habilidade de trabalhar em grupo. E tudo isso, através de um espaço bem construído e planejado na sua escola.

Aprender a teoria na prática com o laboratório escolar.

Normalmente, o conteúdo teórico é apresentado ao aluno em sala e, só depois, como o assunto se relaciona a uma experiência prática. Mas, com um laboratório escolar bem montado, é possível inverter esta lógica e transformar a relação com o aprendizado. Assim, é possível despertar a curiosidade dos alunos.

Nesse cenário, o professor é o mediador que coordena os alunos no processo, levando para a turma assuntos que sejam relevantes para o currículo pedagógico e tenham uma relação com a vida dos jovens. Com isso, espera-se que os estudantes se tornem mais críticos, questionando-se sobre a relação entre causa e consequência (o que acaba sendo comprovado com as experiências no laboratório).

Ou seja, um dos principais benefícios do laboratório escolar é aplicar a teoria de sala de aula de uma maneira mais rápida. Isso faz com que os jovens testem conceitos e formulem ideias sobre determinado assunto de maneira prática. Este espaço geralmente é utilizado por disciplinas das ciências da natureza, mas também é útil para outras áreas do conhecimento.

Importância do trabalho em equipe.

Laboratórios também facilitam a socialização na escola e são uma ótima maneira de desenvolver a habilidade de trabalhar em grupo, assim como a capacidade de liderança. Por isso, os alunos alcançam um resultado graças ao trabalho em equipe.

Com a possibilidade de manuseio de diferentes equipamentos e criação de variadas experiências, cada aluno pode ficar responsável por uma etapa do processo. Assim, conseguem entender a importância de distribuir funções para concluir uma tarefa na companhia dos colegas e sob a supervisão de um tutor. O laboratório também ajuda no desenvolvimento afetivo da turma, por meio de discussões e debates em grupo, sempre com respeito e escuta ativa.

Laboratório escolar: o que é essencial?

Como o laboratório escolar costuma ter objetos frágeis, substâncias que precisam de um armazenamento específico e possibilita a execução de reações químicas durante as aulas, é necessário seguir regras de segurança quanto a estrutura da sala.

Um bom espaço de armazenagem como armários e prateleiras é indispensável. Além disso, precisa ter janelas que garantam uma boa ventilação, pia com água a disposição, mesas e cadeiras para que os alunos tenham espaço para realizar as atividades. Também, é recomendado o uso de paredes brancas ou de cor esmaecida, que ajudam a clarear o local e facilitam a limpeza. Os materiais utilizados devem ter boa resistência (por conta de quedas de equipamento e o uso de materiais químicos e abrasivos) e facilidade de manutenção.

Além disso, o mobiliário deve ter as alturas corretas de forma que mesas e cadeiras facilitem as atividades a serem desenvolvidas. Muitas vezes os alunos trabalham em pé e plataformas de trabalho baixas dificultam os movimentos e podem comprometer a qualidade da experiência.

Finalmente, o laboratório escolar deve conversar com a proposta pedagógica da escola! Ou seja, não adianta fazer um investimento importante num espaço que depois ninguém saberá exatamente como utilizar ou que ficará subutilizado.

Diante disso, é possível entender a importância do projeto de arquitetura na construção do laboratório escolar. O olhar de um especialista consegue entender as reais necessidades da instituição e transformar os desejos e sonhos em espaço construído com qualidade e praticidade.

Agora que você sabe qual a importância do laboratório na escola para o aprendizado, entre em contato com o Ateliê e saiba como transformar o seu espaço.

Biblioteca Escolar

Como é a nova biblioteca escolar?

Hoje, nós vamos conversar sobre a biblioteca escolar. Com certeza, se compararmos aos nossos tempos de escola, você verá como este ambiente mudou. Não só pelo uso da tecnologia, mas também, pela mudança do modo de pensar da nova geração.

A nova biblioteca escolar é parte importante na transformação da educação. E é sobre isto que vamos falar nesse post: como a maneira que ela é projetada influencia nesse processo. Incentivar a leitura continua sendo importante, por isso, é tão necessária a adaptação para diferentes suportes e formatos de aprendizado.

A biblioteca é um espaço além da leitura.

As bibliotecas escolares podem acomodar atividades de ensino variadas. É um local não só de busca de informação, mas também de produção de conhecimento. Tudo isso por meio de atividades em grupo, conectadas e diferentes. A leitura ainda é presente, claro, entretanto na biblioteca escolar também temos estudos coletivos, conversas, debates, apresentações e pesquisas em conjunto.

Portanto, o a sua estrutura também sofreu alterações com o passar do tempo.

Tecnologia na biblioteca escolar.

Cada vez mais os estudantes chegam às escolas com domínio da tecnologia para diversos fins. Então, usá-la como ferramenta na biblioteca, ajuda a ter um ensino mais conectado, divertido e interessante para os alunos.

A tecnologia e a internet, possibilitou novos caminhos de aprendizagem. Um exemplo disso são: audio livros, streaming de vídeos, livros eletrônicos e outros recursos on-line, e essas são ferramentas que os alunos já usam para o seu lazer. Todas estas possibilidades aplicadas podem criar um biblioteca versátil, multiuso.

A tecnologia também permite a ampliação do acervo sem que, necessariamente, seja necessária a ampliação do espaço físico da biblioteca. Assim, o espaço livre aumentou e a criatividade precisa ser acionada para utilizar melhor os metros quadrados extras. O uso de tablets ou livros digitais, facilita permite que vários alunos tenham acesso ao livro de uma vez só. Isso é incrível, não é?

O uso de novos recursos muda a forma de aprender e possibilita aprofundar os conhecimentos. Nesse sentido, a biblioteca tradicional com estantes em fileiras e placas de silêncio, não serve mais. Entra aqui um novo desenho para o espaço da biblioteca escolar.

A arquitetura na biblioteca escolar.

Quando falamos de projetos de arquitetura, sempre levamos em consideração a finalidade do espaço. Entendemos que a a nova biblioteca escolar pode ser divida em diferentes setores. Espaços separados para quem quer estudar com tranquilidade, são necessários. Entretanto a conversa é permitida, as explanações são frequentes e contar histórias é uma atividade bem vinda. Além de usar móveis flexíveis, diferentes formas de se sentar e uma arquitetura aberta e mudanças funcionam muito bem.

Aqui no Ateliê adoramos colocar arquibancadas nas bibliotecas, para que os jovens tenham bastante espaço e interajam entre si. A escolha das mesas, revestimentos e cores também são importantes. São elas que vão ajudar a deixar o ambiente mais aconchegante e divertido. Dessa forma, mostramos que ali a interação é desejada. A biblioteca escolar precisa ser uma porta aberta para sonhos e muito aprendizado.

É preciso mudar.

Acho que ficou claro o quanto a biblioteca escola tem mudado al longo dos anos, entretanto sabemos que nem sempre o espaço muda com a mesma velocidade.

E aqui deixamos uma pergunta, como está o espaço da sua biblioteca? Ela ainda é tratada somente como um espaço de leitura? Ainda abriga uma séria de livros e enciclopédias pesadas com informações desatualizadas?

Que tal repensar este espaço tão importante e tão significativo dentro do ideário do que é uma escola? A biblioteca escolar certamente não vai morrer, mas a sua modernização é urgente e importantíssima na nova era da digitalização do ensino híbrido.

Nossa equipe é apaixonada em transformar bibliotecas escolares,  e sempre criamos soluções incríveis e personalizadas para a sua instituição. Corre no nosso  Instagram.  , lá sempre mostramos nossos projetos e, claro, as bibliotecas também estão por lá.

E se deseja adaptar a sua biblioteca, entre em contato conosco! Vamos adorar ajudar e trazer ótimas soluções para você!

Tecnologia na escola

Tecnologia na escola: como ter uma escola mais atualizada.

A tecnologia na escola já devia ser uma realidade. Devemos estar sempre atualizados as mudanças na forma relacionar, comunicar, ensinar e aprender. Escolas bem administradas e atentas estão tendo um aprendizado muito mais eficaz.

A escola precisa ajudar a construir cidadãos prontos para a nova era da informação. Pois, irá acompanhá-los por toda vida acadêmica e profissional.

Usar a tecnologia nas escolas, possibilita o acesso a informação muito mais rápido. Permite viajar pelo mundo em segundos, além de garantir um processo muito mais participativo dos alunos. Com isso, é possível estimular e explorar novas estratégias dentro da sala de aula. A esperança, é que até 2030 boa parte das instituições educacionais já estejam imersas nessa tendência. Com isso, a dúvida que fica é: como a tecnologia deixa a escola mais atrativa para todos?

Tecnologia como um novo conceito na educação.

Usar técnicas e métodos diferentes, ajuda no crescimento dos alunos e aprimora suas habilidades intelectuais. Por isso, a tecnologia é tão importante no aprendizado. Com ela, ele pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Não existem barreiras, é como se o mundo todo coubesse dentro de uma sala da aula.

Uma maneira de entrar no mundo do aluno que já convive com a tecnologia, é através de tablets, computadores, aplicativos e jogos. Falar a língua do aluno, ajuda a gerar mais interesse e atenção nos assuntos em sala de aula. Quando temos essa quebra do ensino tradicional, os alunos mostram mais interesse nas aulas. O que amplia tanto o conhecimento dos alunos como dos professores.

Aquele método antigo no qual o professor só fica falando e falando, não deixa espaço para que tenha uma participação real do aluno. O uso da tecnologia, quebra essa barreira social e faz com que os alunos interajam mais entre si e com os professores. Ou seja, não é só o aluno que se beneficia com o uso da tecnologia na escola. Ela também é uma grande aliada no desenvolvimento dos professores. Pois, amplia e aprimora as suas competências e a qualidade das suas aulas.

O ensino híbrido é a nova tendência de tecnologia na escola.

O conceito de ensino híbrido foi muito citado com a pandemia, pois é uma metodologia que mistura o off-line com o on-line. O objetivo desse ensino é que um modelo complete o outro. Dessa maneira, promovendo uma aprendizagem melhor, motivadora e personalizada. E assim, tornando as atividades escolares mais dinâmicas.

Nesse caso, as tecnologias complementam o aprendizado em sala de aula com diferentes ferramentas. Assim, faz com que o aluno vá atrás, pesquise e desenvolva uma maior compreensão dos conteúdos.

Para ter o Ensino Híbrido na sua escola, é preciso realizar mudanças na infraestrutura, no currículo e na formação dos professores. É preciso também, ter os recursos tecnológicos que permitem o ensino virtual de forma completa. Bem como, saber usar o on-line e off-line como complementares e interagir uma com a outra. De fato, é preciso investir. Mas, vale a pena! Pois, enriquece muito o aprendizado e dá retorno para a escola.

Quer saber mais sobre inovação na escola? Também temos um post super legal falando mais sobre as principais tendências. É só clicar aqui.

Lembre-se de pensar os seus espaços.

Com o investimento de ambientes e projetos de tecnologia na sua escola, você fortalece a sua instituição. Além disso, passa uma imagem inovadora e moderna para a sua comunidade escolar.

Para que os jovens de fato aprendam, é essencial que o ambiente seja adequado. Precisa ser um espaço acolhedor e convidativo. Para que a criança e o adolescente se sintam confortáveis de estar ali. As mesas, que antes eram colocadas em fileiras, são substituídas por mesas maiores onde os alunos conseguem interagir entre si. O uso de pufes, arquibancadas e até um chão acolchoado, deixa o ambiente mais dinâmico e confortável.

Usando a tecnologia na sua escola, você reforça o papel de mudança da sociedade. Além de ajudar na construção de um país melhor, mais inovador, criativo e em constante avanço. É preciso sempre construir um novo olhar para a educação. Pois ela transforma e nos torna os seres humanos que somos hoje em dia.

Escola acessível

Escola acessível: primeiro passo para um ensino inclusivo.

Ainda hoje, temos vários estabelecimentos que não são acessíveis. E, nas instituições de ensino, não poderia ser diferente. A escola acessível já deveria ser uma realidade. Afinal, investir em inclusão não é só um benefício para instituição, mas, principalmente, para os seres humanos que precisam de acessibilidade e inclusão. Além disso, também nos ajuda a aprender a lidar com pessoas no nosso dia a dia que possuem necessidades diferentes da nossa. É preciso normalizar essa realidade no nosso cotidiano. Pensando nisso, como podemos tornar tudo isso realidade?

Os desafios da acessibilidade.

Muito gente acha que acessibilidade é um assunto chato e que já deu o que tinha que dar. Entretanto, precisamos desmistificar isso. Pois, acessibilidade não é só sobre pessoas deficientes, mas também qualquer tipo de pessoas com alguma limitação física temporária, gestantes, idosos, mães com crianças de colo.

Existe uma legislação, a NBR 9050, que estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade, que abrange vários assuntos, desde ergonomia, acessos e escadas até transportes públicos. Além disso, existe o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que determina como elas devem ser tratadas pelo restante da sociedade, visando sua cidadania e inclusão social.

Inclusão na escola é sempre a melhor opção!

É necessário refletir sobre o assunto. Está subentendido na nossa cabeça que, a pessoa com deficiência, é só a que usa muleta ou cadeira de rodas. Mas na verdade, ela pode acometer qualquer tipo de pessoa. Acessibilidade não é só sobre pessoas deficientes, mas também qualquer tipo de cidadão com alguma limitação física temporária, gestantes, idosos, mães com crianças de colo, por exemplo. Imagina uma gestante que precisa utilizar um banheiro público, porém ele é minúsculo? Ou um estabelecimento onde o único acesso é uma escada grande, dificultando acesso para alguns idosos, deficientes e pessoas com limitações físicas. Os cenários são bastante diversos.

Quando voltamos para o nosso universo da Arquitetura Escolar, você, gestor, que vai receber na sua escola não só alunos – deficientes ou não -, mas mães gestantes, avós que muitas vezes levam os netos para a escola. Então, como que você vai receber essa população, como que eles irão vivenciar o espaço da sua escola, se ela não for acessível? É muito importante pensar sobre isso, e como arquitetas, precisamos pensar desde a calçada até o interior do prédio.

A questão é que acabamos, muitas vezes, esquecendo dessas pessoas nos nossos projetos e isso é muito sério. Como arquitetas e urbanistas, precisamos sempre apresentar soluções e opções para os clientes, até mesmo aqueles que acabaram não incluindo isso nas ideias iniciais. É nosso dever presar pela cidadania de todos e tomar posição a favor de mudanças que só tendem a ser positivas.

Acessibilidade é um reflexão diária.

Uma experiência interessante, é você se colocar no lugar dessas pessoas e caminhar por espaços do seu próprio dia a dia e pensar: uma pessoa com cadeira de rodas passaria aqui com facilidade? E um deficiente visual? Seria seguro para eles transitar por esses espaços? Diante disso, você começa a perceber que, até os pequenos obstáculos, podem ser montanhas para outras pessoas, pois a gente não tem a mínima noção de como é difícil circular pela cidade.

Esse post é para gerar reflexão, ao invés de dar uma receita de como deixar o seu espaço mais acessível. Principalmente para quem é arquiteto e urbanista ou gestor de uma escola. E, após essa leitura e voltando para a pergunta do título “por que construir uma escola mais acessível?”, acaba que ela se responde sozinha.

Quando será a volta às aulas?

Um ano de pandemia. E quando será a volta às aulas?

Quando será a volta às aulas?

Era março de 2020, o Covid havia chegado ao Brasil. Silêncio na rua. Fechamento das escolas. 

As instituições de ensino foram trancadas e, um ano depois, sua reabertura ainda é ensaiada, a passos lentos, cheia de indefinições. Ainda não sabemos exatamente quando teremos uma volta às aulas como sonhamos.

Nosso país continental tem realidades absolutamente distintas e, neste momento, existem cidades que vem retomando as atividades nas escolas lentamente com algum sucesso e cidades que estão em lockdown devido ao grande aumento do número de casos nas ultimas semanas.

Durante todo este último ano acompanhamos discussões prós e contra à retomada das aulas. Em poucas das que acompanhei eu encontrei um consenso. Especialistas em educação, médicos, cientistas, todos tinham opiniões diversas sobre a reabertura das escolas. 

Fica a pergunta: quando deve acontecer à volta às aulas?

Enquanto isso, as escolas faziam o que podiam: implantação do ensino remoto, treinamento de professores pra usar as ferramentas virtuais, malabarismos para fazer com que os pais não cancelassem matrículas, gestão de caixa e adequação de suas instalações para uma possível volta às aulas.

Foi um ano de enormes desafios e algumas escolas sucumbiram. Principalmente as menores, focadas no atendimento a bebês e crianças de até 5 anos. Não aguentaram a inadimplência, a falta de apoio do governo, o rompimento de contratos.

Para nós, é muito triste acompanhar estes sonhos interrompidos. Enquanto aguardavam a volta às aulas, escolas tradicionais com mais de 20 anos de trabalho foram fechadas. Ficou muito difícil sustentar um negócio com a necessidade de tanta tecnologia.

Por acompanhar de perto a rotina de gestores, também sentíamos a angustia das idas e vindas com relação às previsões de retorno. Os prazos para a retomada iam sendo anunciados e adiados num piscar de olhos infinito.

Além disso, também somos mães e foi muito difícil ver nossos filhos tristes por não ter o convívio diário com colegas e professores. 

Ainda não sabemos o impacto que um ano sem escola terá na vida dos estudantes. E olha que aqui falo de uma perspectiva de privilégios, pois posso proporcionar a meus filhos uma escola com ensino remoto ininterrupto, internet de qualidade e professores dedicados. Tudo no conforto do nosso lar. Mas sabemos que isso é para poucos.

O efeito disso só saberemos com o passar do tempo e com o trabalho de especialistas que certamente já estão pesquisando sobre o assunto.

E já podemos viver com segurança?

Como esperado, 2021 chegou. Estamos em março e este aniversário de pandemia é algo que ninguém gostaria de passar. Eu, ingenuamente, acreditava que, um ano do início desta loucura, tudo estaria diferente. Não uma vida sem restrições, mas um dia a dia mais tranquilo, com mais segurança e com todos na escola.

Porém, o cenário é bem diferente do que o meu otimismo idealizou. Mesmo acompanhando a diminuição do número de infectados pelo Covid no mundo, aqui no Brasil a situação ainda é extremamente preocupante e a pandemia se apresenta sem controle.

A verdade é que não temos a menor ideia de quando será o final disso tudo. Se o início da vacinação é um alento, a velocidade da imunização ainda é muito baixa e não nos garante uma vida “mais ou menos normal” num curto prazo.

Portanto, seguimos com a esperança de dias melhores para todos e, em especial, para o segmento da educação.
Aqui, atrás desta tela, tem alguém que torce para que a volta às aulas aconteça o quanto antes.

Diante disso, torço também para que as escolas consigam cumprir todos os protocolos de forma que TODOS se sintam seguros.
Visto que a escola é mais do que um lugar em que se aprende português e matemática, é fácil concluir que educação é assunto sério e precisa ser tratada sempre como prioridade. É espaço de encontro, de descobertas, de trocas, de colaboração, de criação de memórias e de viver.

Espero em breve visitar escolas com salas lotadas, pátios barulhentos, sorrisos esparramados e abraços apertados.

Enquanto isso, seguimos com o nosso trabalho, vamos adaptando as escolas a esta nova realidade, projetando novas escolas para gestores mais preocupados com a saúde de seus espaços e mostrando a alunos que a escola pode, e deve, ser um lugar divertido.

estudantes andando ao ar livre, natureza

Biofilia nas escolas, você sabe o que é isso?

De tempos em tempos palavras da moda surgem no universo da arquitetura e invadem as redes sociais: apartamento garden, varanda gourmet, conceito aberto, arquitetura sustentável… Muitas vezes nos deparamos com estes termos sendo usados somente como ferramenta de marketing e então eles perdem totalmente o sentido de existir e não tem qualquer cabimento. Ultimamente uma nova palavra tem aparecido e chamado atenção: a biofilia, mas você sabe o que é biofilia nas escolas?

Vamos começar do princípio. 

No último século a população mundial vem migrando do campo para as cidades. De acordo com dados da ONU, cerca de 55% da população mundial já vive em áreas urbanas, até 2050 este número deve atingir a marca de 70%. Com isso temos o afastamento do ser humano dos ambientes naturais e o aumento do chamado “transtorno de déficit de natureza”.

Aliado a isso, passamos mais de 90% da nossa vida em ambientes fechados. Este número é altíssimo e pensando nisso é fácil concluir que precisamos cuidar melhor dos ambientes que vivemos: nossa casa, nosso local de trabalho, nossos espaços de entretenimento e nossas escolas.

Este estilo de vida tem criado a “Indoor generation”. O termo tem sido utilizado por estudiosos para definir crianças e adolescentes que cada dia menos tem respirado o ar puro, visto a luz do sol e mantido contato com o verde. 

Temos então uma receita bomba: aumento da população urbana + alta permanência em ambientes fechados = ausência de contato com a natureza, e o que esta equação pode nos causar?

De acordo com o pesquisador Richard Louv, criador do termo transtorno de déficit de natureza e que tem investigado o assunto desde a década de 90, a nossa vida moderna tem produzido uma geração de jovens e crianças com problemas de obesidade, hipertensão, depressão, transtornos de atenção e até problemas cognitivos.

Esta introdução é importante para que possamos voltar, então, à biofilia.

Biofilia vem do grego e significa literalmente “amor pela vida”, este termo foi popularizado pelo biólogo Edward Wilson em seu livro “Biophilia” lançado na década de 80.

Fonte da imagem: Amazon

Para Wilson, o ser humano tem uma relação inata com a natureza e este amor pela natureza é transmitido de geração para geração. Ou seja, a biofilia é hereditária, ela está nos nossos genes, portanto, precisamos dela.

Baseados no conceito desenvolvido por Wilson e impulsionados pelas descobertas feitas por Louv, arquitetos tem buscado incorporar em seus projetos conceitos da biofilia. Isto se dá a fim de aproximar o ser humano aos elementos naturais.

E como isso se aplica no ambiente escolar? Como usar a biofilia nas escolas?

Trouxemos aqui algumas diretrizes que podem ajudar a sua escola a ter um ambiente mais humano, mais ligado à natureza e que, certamente trará muitos benefícios à sua comunidade.

1. Utilização de materiais naturais

Fonte da imagem: Archdaily – Escola Infantil Beelieve

Quando aplicamos materiais que remetem à natureza em ambientes fechados trazemos a sensação de acolhimento e de pertencimento ao espaço.

Geralmente a madeira é o primeiro material que nos vêm à cabeça. Isso porque sua aplicação é versátil (revestimentos de pisos, paredes, forros ou execução de móveis), além de ser um material comumente usado na construção civil e ao qual já estamos muito acostumados.

Entretanto, há outros materiais que podemos aplicar nas nossas escolas, como as pedras. Existem inúmeros tipos de rochas no mercado e elas podem ser utilizadas tanto em ambientes internos quanto em externos, em pisos ou revestimentos de muros e paredes.

O bambu é um outro exemplo de material que podemos incorporar nos projetos de escolas. Ainda pouco utilizado no Brasil, o bambu é muito comum em obras na Europa e na Ásia. Por ser um material de renovação rápida o bambu tem sido muito utilizado como alternativa à madeira, inclusive em estruturas de edifícios e é muito valorizado na biofilia.

2. Presença de água nos espaços

Esta nem sempre é uma solução de biofilia fácil de adotar, mas é possível pensar em algumas alternativas.

Um aquário pode ser uma saída para quem tem pouco espaço. Ele pode estar na área da recepção ou em algum espaço comum em que haja bastante circulação de pessoas.

Uma cortina de água também é uma ótima alternativa. Além de ocupar pouco espaço, a circulação de água cria sons que remetem ao relaxamento. 

Para quem tem mais espaço, espelhos d´água ou pequenos lagos se mostram muito eficientes, além de propiciar o equilíbrio da umidade do ar, há a oportunidade de criar um microclima com animais, como peixes e tartarugas, e promover a interação das crianças com estes.

3. Ventilação natural

A ventilação natural é uma das premissas da arquitetura bioclimática. Já falamos de sua importância nos artigos sobre a pandemia do corona vírus (você pode ler aqui) e ela retorna neste artigo sobre a biofilia.

Com o tempo fomos substituindo as aberturas para o exterior por sistemas de ventilação mecânica em quase todos os edifícios que frequentamos, nas escolas isso não é diferente.

Ambientes sem troca de ar com o exterior propiciam a contaminação do espaço por fungos e bactérias (veja este artigo que escrevemos sobre o uso do ar condicionado) e facilitam a proliferação de doenças. 

Além disso, as janelas são a passagem que nos conecta com a percepção da temperatura externa, a intensidade do vento, o ruído dos pássaros, ou seja, promove a integração do dentro com o fora e mostra a todos a presença de vida.

Fonte da imagem: Archdaily – Escola Infantil Beelieve

4. Iluminação natural

Também sempre reforçamos por aqui a importância da iluminação natural no ambiente escolar. 

Dentro do conceito de biofilia, a iluminação natural nos permite observar a passagem do tempo, a identificação da mudança de horário durante o dia e a percepção da transformação da intensidade da luz durante a passagem das horas.

Esta também é uma forma de se conectar à natureza de uma forma mais sutil, mas muito eficiente e que traz a compreensão inconsciente do ciclo do dia.

5. Integração com o verde

Talvez este seja o ponto mais óbvio e mais importante dentro da biofilia para as escolas: a incorporação de plantas ao desenho do espaço. Além de aumentar o verde na escola, estas ações atraem pequenos animais (pássaros, joaninhas, borboletas,etc) que pode gerar um pequeno e rico ecossistema.

Esta integração pode acontecer de diferentes formas:

Criação de jardins

Qualquer pequeno espaço do terreno pode ser transformado numa área verde, o importante é o aproveitamento máximo deste ambiente e a escolha de espécies que terão bom desenvolvimento naquela área.

Melhor aproveitamento dos pátios existentes

Se a sua escola já tem áreas abertas que tal crescer o seu potencial de ligação com a natureza? Além do aumento do número de plantas, certamente a diminuição e substituição de pisos impermeáveis também é uma ótima alternativa.

É possível trocar parte daquela grande camada de concreto por areia, pedra, terra, cascalho, grama ou forrações que façam com que seus alunos tenham percepções de diferentes texturas e um ambiente muito mais rico para ser explorado.

Nos parques infantis a utilização de brinquedos de madeira é bem-vinda. Um terreno com pequenos obstáculos como morrotes ou tocos de madeira podem propiciar uma vivência mais intensa do espaço.

Criação de uma horta ou de um pomar

criança plantando uma horta

O contato direto com a terra é definitivamente um grande diferencial que a sua escola pode oferecer. As crianças têm cada dia menos oportunidades de experimentar o cuidar, e ter uma horta pode propiciar isso. Sem falar que a horta serve como ambiente para aulas tanto de pequenos quanto dos maiores. Nela é possível ensinar a cultivar, ensinar alimentação saudável, ensinar biologia e até matemática. Portanto, é um espaço que, quando bem explorado, funciona como uma ótima sala de aula.

Implantação do verde dentro dos espaços

Esta é a decisão mais fácil de se tomar para implantar a biofilia na sua escola. Certamente em algum espaço da sua escola cabe uma parede verde, um canteiro, uma floreira, uma planta pendurada… Qualquer uma destas iniciativas já pode dar outra cara a um ambiente sisudo e sem graça. E o melhor, com um investimento relativamente baixo e rapidez de execução.

O impacto gerado pela biofilia nas escolas certamente será notado em seus alunos.  A aproximação com elementos naturais aumenta a concentração, promove a criatividade e ajuda no bem-estar de todos.

Acreditamos que a ligação das crianças com os ambientes externos é de extrema importância no seu desenvolvimento. Portanto, em nossos projetos valorizamos ao máximo as áreas externas e sempre indicamos que elas sejam utilizadas também como espaços de aprendizado.

Temos certeza que a biofilia é muito mais do que uma palavra da moda. Se você quer incorporá-la ao ambiente da sua escola, pode contar conosco.

Air conditioning decoration interior of room

O ar condicionado e a COVID 19

Esta pandemia tem feito com que nos preocupemos mais com os ambientes que vivemos. Depois da mudança da maioria da população para as cidades passamos a viver cerca de 90% do tempo da nossa vida em espaços fechados. Nem sempre estes espaços possuem a ventilação adequada, então começamos a nos perguntar: qual a relação do uso do ar condicionado e a COVID 19?

O sistema de ar condicionado surgiu no início do século passado para resolver um problema nas indústrias, em 1902 Willis Carrier criou um processo para condicionamento do ar e começou a sua expansão nos EUA.

A partir de então o sistema foi se popularizando gradativamente saindo das indústrias e chegando a cinemas, hotéis até que, na década de 50, invadiu as casas americanas. Na década de 70, os aparelhos de tornaram mais compactos, depois os carros passaram também a ter o condicionamento de ar e finalmente chegamos onde estamos hoje: qualquer lugar pode ter o seu sistema de ar condicionado de forma relativamente rápida e barata.

Toda esta evolução colocou o ar condicionado como salvador na climatização de ambientes, se está frio ou quente demais basta ligar o aparelho e resolver o problema. Entretanto, este sistema de climatização artificial distanciou o ser humano da ventilação natural e de todos os seus benefícios. 

Grandes edifícios passaram a ter janelas vedadas, espaços de compras não tem qualquer ligação com o exterior, espaços de alimentação se mantém com um clima sempre agradável a partir do uso de máquinas e até em escolas vemos a crença de que qualquer abertura para o ar livre não é assim tão necessária.

Enfim, passou-se a acreditar que colocando um aparelho de ar condicionado qualquer problema de incômodo ou má ventilação do ambiente estariam resolvidos e ele se tornou o melhor amigo da arquitetura ruim.

Repensando os espaços após a pandemia

Bom, tudo isso parecia funcionar muito bem até que chegamos ao momento atual, uma pandemia nos tem feito repensar toda a forma como vivemos e nos questionar sobre o que seria um ambiente saudável. Quando falamos em instituições de ensino estes questionamentos têm gerado verdadeiro pânico entre todos da comunidade escolar. 

Será que as escolas que têm os seus ambientes climatizados artificialmente estão mais propensas a disseminar pelo ar condicionado o vírus do COVID-19? Há uma relação entre o uso destes aparelhos e a disseminação da doença? Como evitar que o ar condicionado seja um vetor de transmissão?

Estas são algumas das perguntas que recebemos. Resolvemos pesquisar para encontrar respostas seguras que sejam embasadas em fatos e sirvam como auxílio para mantenedores nesta nova fase que suas escolas viverão.

Contamos com a ajuda de um especialista no assunto, o engenheiro Murilo Jarreta que atua com projetos de instalações de ar condicionado, inclusive para unidades de saúde como clínicas e hospitais.

Fonte da imagem: Vetor ar condicionados

O ar condicionado pode espalhar o COVID-19 ?

Por se tratar de um vírus novo ainda não há, até o momento, uma comprovação científica sobre isso. Há algumas pesquisas neste campo, mas nada conclusivo.

Esta suposição surgiu a partir de um estudo feito por cientistas chineses depois que pacientes de uma mesma família foram contaminados num restaurante em Wuhan (você pode ver um resumo do que aconteceu aqui). 

O que já se sabe é que o ar condicionado pode ser um vetor de transmissão de algumas doenças causadas por vírus, fungos, bactérias. Além de doenças disseminadas pela poeira como gripes, alergias, asma, renite, amidalite e um tipo de pneumonia conhecida como “doença do Legionário” que pode levar à morte.

Há algum sistema de ar condicionado contra o COVID-19 que seja realmente seguro?

De acordo com o engenheiro Jarreta, somente sistemas de ar condicionado com filtragem especial são eficientes contra a proliferação de algum tipo de contaminação. Para cada tipo de utilização do ar condicionado é recomendado um tipo de filtro.

Onde encontramos o sistema de condicionamento de ar mais eficiente é nos hospitais. Geralmente há um conjunto de ar condicionado central composto por uma série de filtros de aplicados de acordo com a hierarquia dos espaços. Desde salas de armazenamento de remédios até salas de cirurgia.

Em laboratórios de análises clínicas existem aparelhos tipo “split”, munidos de um filtro especial e uma luz ultravioleta interna que também tem uma boa performance.

Entretanto, os aparelhos do tipo cassete, split ou high wall que usamos mais comumente não possuem qualquer característica especial que garanta uma maior proteção.

Este tipo de máquina apresenta um filtro comum que retém, basicamente, partículas de poeira cuja dimensão é muito maior que a de um vírus como o da COVID-19.

sistema de ar condicionado

Há alguma maneira de deixar o aparelho que uso mais seguro?

Infelizmente os aparelhos comuns, comprados até em sites pela internet, e que a maioria das escolas utiliza, não podem ser adaptados para terem um melhor desempenho.

O maior problema deste tipo de aparelho é que geralmente são utilizados em salas totalmente fechadas e sem qualquer insuflamento de ar. Desta forma, o ar fica circulando por horas no mesmo ambiente sem que haja uma renovação.

Sistemas de ar condicionado central, bem maiores, possuem o insuflamento de ar em seu conjunto. Portanto, são mais seguros, mas este é bem mais caro e sua instalação requer bastante espaço.

Como utilizar o aparelho de ar condicionado com mais segurança?

Alguns cuidados podem e devem ser tomados para que aparelhos do tipo cassete, split e highwall sejam utilizados com mais segurança:

Faça a manutenção periódica dos aparelhos

Além da limpeza por fora da máquina, que deve ser feita pelo menos uma vez por semana. As evaporadoras precisam que seja feita a limpeza interna e troca de filtros a cada três meses, pelo menos. Esta periodicidade pode variar um pouco de acordo com o uso do aparelho e o local em que foi instalado, mas 90 dias é um prazo limite.

Esta “faxina interna” deve ser feita por uma empresa especializada que irá utilizar produtos específicos para esta função. O ideal é que a escola tenha um contrato de manutenção periódica e que o prestador de serviços forneça laudos que comprovem o bom funcionamento dos aparelhos.

Limpeza e troca de filtro no ar condicionado

Promova a troca de ar

Somente a limpeza dos filtros não garante a saúde dos ambientes, é imprescindível que haja a renovação de ar dos ambientes. É fundamental que haja aberturas que possibilitem a ventilação natural ou um sistema de insuflamento de ar mecânico. Este ultimo é mais caro e que envolve um projeto específico.

A OMS (organização Mundial da Saúde) afirma que a qualidade do ar em ambientes fechados pode ser até 5 vezes pior do que o ar externo. Esta baixa troca de ar em ambientes fechados e a consequente queda em sua qualidade pode causar a SED, Síndrome do Edifício doente, prejudicando, e muito, a saúde de seus usuários.

Utilize o sistema artificial somente quando necessário

Vivemos num país de dimensões continentais e sabemos que há áreas em que o calor pode se tornar insuportável. Entretanto, em muitos outros locais notamos o uso do aparelho de ar condicionado mais como um hábito do que exatamente como uma necessidade. 

Assim, sugerimos a diminuição do uso do aparelho de ar condicionado, sempre que possível.

Como é possível notar, os sistemas de ar condicionado exigem uma série de cuidados.

Sempre pregamos que princípios da arquitetura bioclimática bem aplicados em projetos de escolas, podem diminuir sensivelmente a utilização deste tipo de aparelhos.

Se sua escola possui ambientes totalmente selados, é hora de repensar este modelo e implantar soluções que privilegiem a ventilação natural. Promovendo a ligação dos ambientes externos com os internos e que tornem o seu edifício, e seus usuários, mais saudáveis.

Precisa de ajuda para romper com este modelo do edifício doente? Conte com nossa equipe, entre em contato conosco.

Mae e filho em ambiente de estudo feito em casa

Criando o espaço de estudo em casa

Nestes tempos de pandemia a casa realmente virou abrigo. Se antes acordávamos e apressadamente nos preparávamos para sair, hoje temos que ficar e, em casa, cozinhar, nos exercitarmos, trabalhar e estudar.  Quem tem filhos sabe que criar a rotina de estudos para jovens e crianças em espaços especialmente preparados para isso não é tarefa simples. E o que acontece quando o espaço de estudo em casa não é dos melhores?

Com os filhos em casa e as aulas online, notamos que muitas vezes o espaço de estudo tem sido improvisado. Da mesa da cozinha às vezes se faz a escrivaninha, o sofá vira cadeira, a bandeja de café da manhã serve de apoio para o notebook e a iluminação é só um fio de luz que deixa os olhos cada vez menores. E isto serve também para o nosso espaço de home office.

Se antes esta situação cumpria o seu papel básico agora ela se tornou um grande problema. As muitas horas dentro de casa e as múltiplas funções que esta adquiriu nos tem mostrado o quanto é importante setorizar e separar as diferentes atividades, de modo que tenhamos conforto para realizá-las da melhor maneira possível.

Conversando com as escolas, notamos que muitos alunos têm problemas de concentração e não conseguem desenvolver bem o seu aprendizado em casa por conta da falta de um ambiente corretamente preparado para isso. 

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa não é necessário um ambiente enorme para criar um espaço de estudo em casa. Qualquer cantinho bem organizado pode funcionar e ajudar na concentração e no melhor aprendizado em casa.

Então vamos às dicas práticas para te ajudar na criação do seu espaço de estudo personalizado.

menina estudando em casa

1. Escolha o melhor local para seu espaço de estudo

Cada um tem uma maneira diferente de estudar, alguns gostam de música, outros preferem o silêncio, alguns funcionam melhor pela manhã outros a tarde… Independente dos seus gostos pessoais o espaço de estudo precisa ter três características importantíssimas:

  • Boa ventilação: ficar num local muito quente é um prato cheio para a distração e o desconforto. Escolha um cantinho em que você consiga controlar a intensidade da corrente de ar e que propicie sempre um ambiente agradável.
  • Boa iluminação: ela pode até ser artificial, mas não pode faltar. A luz ideal é muito importante no ambiente de estudo, sem ela podemos ter dores de cabeça ou uma sensação de cansaço enorme ao final das atividades. Recomendamos que sejam utilizadas lâmpadas que simulem a luz do dia, assim evitamos o que chamamos de fadiga visual. Uma luminária de mesa é peça importante no auxílio da melhor solução para a iluminação. Agora, se você tiver a iluminação natural a seu dispo, aproveite e não abra mão deste privilégio
  • Escolha um cantinho exclusivo para o estudo: eleja um lugar da casa como sendo o espaço dedicado totalmente ao aprendizado. Este detalhe faz toda a diferença. Não precisa ser nada enorme, pelo contrário, o importante é que ele seja personalizado com tudo o que você precisa para se concentrar.

2. Crie um apoio de trabalho

Pode ser uma bancada feita sob medida, uma mesa antiga que você vai reutilizar, uma escrivaninha ou qualquer outra solução que lhe pareça fácil e eficiente. É fundamental que este plano de trabalho esteja na altura correta e que proporcione o máximo de conforto a quem for utilizá-lo. 

3. Escolha uma boa cadeira

Vimos que muitas empresas têm mandado para a casa de seus funcionários as cadeiras que eles usam no escritório, isto porque geralmente as cadeiras que temos em casa não foram projetadas para que fiquemos muito tempo nelas.

O desenho e o conforto da cadeira influenciam diretamente na produtividade e no nível de cansaço e incomodo que sentimos ao longo do dia. Assim, ter um bom assento garante a postura correta, maior concentração e criatividade no desenvolvimento de qualquer atividade.

4. Tenha uma boa rede de internet

Com o ensino à distância, a demanda pela banda larga da internet aumentou vertiginosamente. Às vezes são quatro ou cinco pessoas da mesma família acessando vídeos, fazendo chamadas ou consultando dados remotos ao mesmo tempo.

Sabemos que aqui no Brasil a internet não é das melhores, entretanto é preciso pesquisar na sua região e escolher aquela que melhor lhe atende e que supra a demanda  de todos da casa.

5. Mantenha a organização

Um ambiente em que conseguimos encontrar tudo facilmente e onde o que precisamos está sempre à mão diminui as distrações e impede que haja tempo perdido com atividades desnecessárias.

Abuse de estantes, nichos, gavetas (ou gaveteiros), organizadores de todos os tipos.Ttudo isso deixa o seu espaço mais bonito e mais fácil de usar.

menino estudando em casa

6. Personalize seu espaço de estudo

Finalmente: deixe o seu espaço de estudo com a sua cara (ou com a cara do seu filho…rs). 

Quando nos sentimos acolhidos pelo espaço temos muito mais prazer em fazer qualquer coisa: cozinhar, costurar, assistir tv e estudar! Se em outros espaços da casa você gosta de ter detalhes que deixam tudo com o seu estilo, então o espaço de estudos não deve ser diferente.

Você pode usar uma cor diferente na parede, criar um quadro de avisos ou um calendário especial… O importante é se sentir bem e estimulado a estudar.

Com o isolamento percebemos todos os defeitos e qualidades do nosso morar.  A casa que antes era um local de passagem entre uma atividade e outra na rua, agora é o lugar onde mais ficamos e que passou a abrigar multifunções.

Este é o momento de entender melhor a sua casa, perceber o que falta e o que cabe nela, o espaço de estudo será mais uma peça do quebra-cabeça que se tornou a organização dos nossos lares nesta nova realidade.

E se você precisar de ajuda pode contar conosco. Certamente será mais fácil encontrar uma solução com uma ajuda especializada.