Uma escola é feita de muitos espaços que também educam, acolhem e criam experiências marcantes.
Os ambientes destinados ao esporte, à dança e às atividades complementares carregam um enorme potencial que muitas vezes acaba limitado por estruturas antigas, pouco funcionais ou visualmente desatualizadas. Foi exatamente esse o desafio que encontramos no Colégio Marista Arquidiocesano, uma das instituições de ensino mais tradicionais de São Paulo.
Com mais de 100 anos de história e pertencente ao Grupo Marista, o colégio possui um patrimônio arquitetônico importante — com edifícios tombados e espaços que fazem parte da memória afetiva de gerações de alunos. Fomos convidados a transformar a antiga área da academia no novo NAC — Núcleo de Atividades Complementares, dedicado às atividades de dança, judô e ginástica.
Toda a reforma de interiores foi pensada para transformar a experiência dos alunos — dos pisos ao mobiliário, passando pelo projeto luminotécnico, pelas cores e pela organização funcional. A ideia era criar ambientes contemporâneos e alinhados ao perfil dos alunos, sem perder a sobriedade e a identidade institucional do colégio.
Um revestimento que oferece melhor desempenho para atividades corporais, mais conforto durante os movimentos e excelente durabilidade para o uso intenso típico do ambiente escolar.
No lugar dos tatames de EVA convencionais — de baixa resistência e sem medidas oficiais —, especificamos tatames de excelente qualidade, adequados ao uso esportivo intenso e às exigências da modalidade.
Boas decisões de arquitetura escolar nem sempre são as mais visíveis, mas fazem toda a diferença ao longo do tempo — em segurança, desempenho e manutenção.
Um dos pontos mais transformadores do projeto foi a reformulação completa dos forros e da iluminação. Embora o NAC já contasse com boa luz natural, ela não bastava em dias mais escuros ou horários específicos de uso — o que limitava a qualidade das atividades e o tempo de permanência.
A nova iluminação melhorou significativamente a distribuição da luz, com eficiência e flexibilidade de uso — valorizando também a percepção estética dos espaços.
Os forros trouxeram unidade e uma leitura mais contemporânea às salas, contribuindo para o desempenho técnico dos ambientes independentemente da luz externa.
No NAC do Colégio Marista Arquidiocesano, buscamos o encontro entre estética e praticidade: um espaço mais atual, organizado e convidativo para os alunos, sem perder de vista as demandas reais de operação e manutenção. O objetivo é melhorar o uso cotidiano, facilitar a rotina e reforçar os valores da instituição.
“Educar também passa pelo corpo, pelas relações, pela convivência e pela maneira como os alunos ocupam e experimentam os espaços da escola.”
ATELIÊ URBANO — ARQUITETURA PARA EDUCAÇÃO