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Reforma Ensino Fundamental I Reggio Emilia Campo Belo · SP

Ampliação Escola Stagium

Uma nova unidade de Ensino Fundamental I em um edifício histórico de concreto aparente — onde arquitetura, pedagogia e memória do lugar dialogam de forma harmoniosa.

Arquitetura para Educação
Refeitório no térreo da nova unidade
Escola Stagium Campo Belo · São Paulo, SP

Ampliar uma escola é um sinal de crescimento e de confiança das famílias.

Quando fomos convidados a desenvolver a nova unidade de Ensino Fundamental I da Escola Stagium, já existia uma relação construída: anos antes, havíamos projetado a unidade de Educação Infantil da escola.

A Stagium tem forte inspiração na pedagogia de Reggio Emilia — que valoriza a autonomia dos alunos, a investigação e a construção coletiva do conhecimento. Ali o ambiente é um agente educativo, o que Reggio Emilia chama de “terceiro professor”. O projeto arquitetônico precisava dialogar diretamente com esses princípios.

Sala de aula clara com mobiliário de madeira
Pé-direito duplo com mezanino de vidro e concreto aparente
O edifício

Um prédio com história para valorizar

Para abrigar a expansão, a escola alugou um edifício muito especial — projeto do arquiteto Franz Pestalozzi, sócio de Rino Levi. O prédio tem características marcantes: uso expressivo do concreto aparente e grandes janelas que se abrem generosamente para o exterior.

Desde o primeiro contato ficou claro que a arquitetura existente tinha grande potencial e deveria ser valorizada. Trabalhar em edifícios com história é sempre um exercício instigante: respeitar a linguagem original e, ao mesmo tempo, adaptá-la às necessidades de uso de uma escola.

Salas de aula com divisórias de vidro
O projeto

Transparência, luz e acessibilidade

Respeitando o edifício original, o projeto se organizou em torno de três frentes que também respondem às exigências da legislação escolar.

Salas de vidro e luz natural

Divisórias de vidro mantêm a continuidade visual entre os espaços e potencializam a luz das grandes janelas — criando um ambiente aberto e colaborativo, no espírito de Reggio Emilia.

Acessibilidade e adequação

As áreas molhadas foram completamente remodeladas às normas escolares e um novo elevador garante que todos os pavimentos sejam usados com plena acessibilidade.

Áreas de convívio

O refeitório no térreo funciona como ponto de encontro ao longo do dia; no subsolo, um espaço acolhedor e bem estruturado para professores e colaboradores.

Sala de aula iluminada
Ambientes banhados de luz natural.
Refeitório aberto no térreo
Refeitório como ponto de encontro dos alunos.
Átrio central com elevador
Novo elevador e átrio central acessível.
A área externa

Um grande brinquedo de madeira entre as árvores

O terreno já contava com um jardim desenhado para a casa que ocupava o lote e com grandes árvores que davam sombra e caráter ao espaço. Em vez de apagar essa história, optamos por trabalhar a partir dela.

A partir do traçado original e da presença das árvores, concebemos um percurso lúdico em madeira que atravessa todo o exterior. Ao longo dele surgem estruturas para subir, equilibrar e escalar — uma paisagem de brincadeiras que estimula o corpo e a imaginação, integrada à vegetação existente.

Estrutura de madeira em torno da árvore
Casa na árvore e escorregador Escorregador tubular amarelo Deck e rede de escalada Passarela suspensa de madeira
Ateliê com produções das crianças
A obra como aprendizagem

Quando o canteiro vira sala de aula

Durante a reforma, a escola envolveu os alunos da Educação Infantil em um projeto pedagógico que acompanhava a transformação do espaço. As crianças visitaram o canteiro, conversaram com o mestre de obras, conheceram materiais de construção e observaram as ferramentas do dia a dia.

Ver a obra incorporada ao cotidiano pedagógico foi especialmente significativo — afinal, um dos princípios que norteiam o Ateliê Urbano é o de que a arquitetura escolar pode, e deve, participar ativamente da experiência educativa.

O resultado

Arquitetura, pedagogia e história do lugar em diálogo

A ampliação da Stagium para o Ensino Fundamental I mostra como um edifício de valor, preservado e adaptado com cuidado, pode se tornar um ambiente educativo generoso: luminoso, acessível, colaborativo e cheio de possibilidades de brincadeira.

Vista geral da área externa

“Na Stagium, o ambiente escolar é um agente educativo — o terceiro professor.”

ATELIÊ URBANO — ARQUITETURA PARA EDUCAÇÃO

Galeria do projeto

Veja cada ambiente em detalhe

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